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Policiais acusados de matar jovem que apoiava Lázaro são afastados

Segundo a família, o jovem tinha transtornos mentais

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SBT News
Hamilton Lima Bandeira foi morto após postar nas redes sociais boa sorte a Lázaro Barbosa, assassino procurado há treze dias em Goiás

Hamilton Lima Bandeira foi morto após postar nas redes sociais boa sorte a Lázaro Barbosa, assassino procurado há treze dias em Goiás

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São Luís - A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão afastou três policiais civis suspeitos de envolvimento na morte de Hamilton Lima Bandeira, 23 anos, que fez postagens nas redes sociais desejando "boa sorte" a Lázaro Barbosa, assassino procurado há treze dias em Goiás. O caso aconteceu na última sexta-feira (18.jun), no povoado de Columbi, em Presidente Dutra, município localizado a cerca de 340 quilômetros da capital Maranhense.

A Polícia Civil do Maranhão informou por meio de nota que após denúncias de moradores foi até a casa de Hamilton para atender a ocorrência de ameaça e apologia ao crime e que, ao chegar no local, o suspeito não acatou a ordem policial e atacou os agentes com uma arma branca. Os policiais atiraram para conter a situação e um dos disparos atingiu o rapaz, que foi socorrido pelo policiais. O rapaz foi levado ao hospital mas não resistiu.  Ainda em nota a polícia lamentou a morte do rapaz e se solidarizou com a família.

A família do jovem diz que Hamilton sofria de transtornos mentais, era um jovem pacífico e contesta a versão policial de quem ele atacou os policiais. Segundo a família, Hamilton estava acompanhado do avô, de 99 anos e não estava com nenhuma ferramenta.

As circunstâncias da morte estão sendo apuradas pela superintendência de Homicídios e Proteção a Pessoa e pela Superintendência de prevenção e Combate à Corrupção.

O promotor de Presidente Dutra, Clodoaldo Araújo, pediu a exumação do corpo. A comissão de Direitos Humanos e de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB repudiou a ação policial. "A OAB é contra essa operação, o excesso policial na conduta, porque existem procedimentos a serem seguidos, como mandado judicial e eles não podem continuar agindo da forma que estão agindo, executando pessoas. A OAB vai tomar a frente para pressionar as instituições", explicou Marina Lima, presidente da Comissão de Direitos Humanos. 

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