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Caso Salles: "Não posso aceitar sossegado qualquer sacanagem", cita PF

Na epígrafe da notícia-crime contra ministro do Meio Ambiente, delegado menciona música de Milton

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Delegado PF:  Salles e Telmário patrocinam interesses privados, valendo-se da qualidade de funcionário público| divulgação

Delegado PF:  Salles e Telmário patrocinam interesses privados, valendo-se da qualidade de funcionário público| divulgação

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"Pois não posso, não devo, não quero viver como toda essa gente insiste em viver / e não posso aceitar sossegado qualquer sacanagem ser coisa normal."

Os trechos dos versos de Bola de meia, bola de gude, uma parceria de Milton Nascimento e Fernando Brant, foram usados pelo delegado Alexandre Saraiva -superintendente regional da Polícia Federal no Amazonas- na notícia-crime contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Saraiva encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra Salles e o senador Telmário Mota (Pros-BR). No documento, a PF aponta que Salles e o senador teriam atrapalhado medidas de fiscalização ambientais durante a Operação Handroanthus, em novembro do ano passado, que resultou na apreensão de aproximadamente 200 mil metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente por organizações criminosas.

+ Polícia Federal aciona STF contra o ministro Ricardo Salles


Segundo o delegado, Salles e Telmário "patrocinam interesses privados, valendo-se da qualidade de funcionário público". A PF pede que a conduta de ambos seja investigada sob "fortes indícios" de advocacia administrativa.

Salles ainda não se pronunciou sobre a notícia-crime. O senador, em nota nas redes sociais, chama Saraiva de de xiita. "Mais uma vez busca os holofotes com uma notícia-crime patética, sem fundamento e elaborada apenas para ganhar espaço na mídia e nas redes sociais. A verdade é que, o delegado é um covarde que pratica autoritarismo e não tem coragem de debater com o Ministério do Meio Ambiente e da Justiça, um protocolo para regulamentar o setor madeireiro."

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