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Saúde aprova atestado médico "genérico" para liberar vacinação infantil

Novo plano do Ministério da Saúde permite que pais não vacinem crianças por "contraindicações relativas"

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Atestado genérico (Charles Deluvio/Unsplash)
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O Ministério da Saúde incluiu um atestado de "contraindicações relativas" no Plano Nacional de Operacionalização (PNO) da vacinação contra a covid-19. A medida, segundo especialistas, pode dificultar o avanço da imunização infantil no país. 

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Segundo a Sociedade Brasileira de Imunologia, na prática, o atestado é uma desculpa para quem é contrário às vacinas poder alegar que elas não são recomendadas para crianças. 

"Não existe contraindicação relativa, as contraindicações já estão no PNO e são feitas pela Anvisa, órgão regulatório. Então já estão estipuladas quais são essas contraindicações e podem depois, se acontecer algum evento não esperado, pode se acrescentar e alterar essas contraindicações. Esse subitem que incorporaram nessa última versão do PNO é só mais uma artimanha pra justificar o negacionismo", afirma a diretora da Sociedade Brasileira de Imuniação, Mônica Levi.  

Depois que a Anvisa aprovou a vacina pediátrica da Pfizer, a decisão técnica passou por consulta e audiência pública. A nova medida do Ministério da Saúde levou a Rede Sustentabilidade a acionar o Supremo Tribunal Federal. 

"Uma nova decisão do Ministério da Saúde para colocar mais obstáculos à vacinação. Eles criam a chamada contraindicação relativa, que nada mais é que uma carta branca contra a vacina para obstaculizar, atrasar a vacinação dos brasileiros", ressalta o senador, professor e político brasileiro, filiado à Rede Sustentabilidade, Randolfe Rodrigues. 

O Ministério da Saúde ainda não explicou o objetivo das contraindicações relativas. Pouco mais de duas semanas após o início das aplicações pediátricas, nenhum estado conseguiu vacinar nem mesmo a metade do público alvo.  

São Paulo, com a vacinação mais avançada, tem 43% de cobertura, no Pará, por exemplo, menos de 2% das crianças estão imunizadas, já no Rio de Janeiro e Santa Catarina, 5%. 

No Rio, a aplicação foi suspensa por falta de doses e foi retomada nesta 6ª feira (4.fev). 

"A gente recomenda muito que os pais procurem uma unidade de saúde, levem seus filhos para se vacinar. A vacina é segura, ela é eficaz. É muito importante a adesão da população a essa vacinação", conclui o Secretário Municipal de Saúde, Daniel Soranz.  

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