Jornalismo

Cientistas estudam pessoas resistentes à covid-19

Uma pesquisa comparou genes de pacientes assintomáticos, com sintomas leves e graves de vários países

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Mãos com luvas cirúrgicas azuis
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Os pesquisadores tentam entender porque algumas pessoas expostas ao coronavírus não se contaminam. Essa barreira imunológica ao vírus é tema de um estudo internacional que conta com cientistas brasileiros.

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Mesmo sem comorbidades, o professor Robson Barata teve sintomas graves da covid-19. "O mais sofrido foi a falta de ar e muito enjoo, fraqueza, aí depois dos 30 dias foi dor de cabeça muito forte", conta. A mulher, Lana Santos, foi quem cuidou dele, e mesmo assim não foi infectada. "O exame indicou que eu não peguei né? Eu tava próximo dele. Ainda que a máscara reduza o risco conforme a proximidade o risco de contaminação ele aumenta né?", questiona.

Um artigo publicado na revista científica Nature mostra que a resposta para essa situação pode estar na imunidade. A pesquisa do consórcio internacional de laboratórios já comparou genes de pacientes assintomáticos, com sintomas leves e graves de vários países como o Brasil.

Já é possível estimar que cerca de 10% das pessoas com covid grave podem ter um tipo de anticorpo que neutraliza uma proteína de defesa do organismo. A produção desse anticorpo aumenta com a idade, e a presença dele é responsável por cerca de 20% das mortes de pessoas acima dos 70 por covid-19.

Os cientistas também comparam genes de quem teve contato e não foi infectado."Nós temos também pessoas que não são sequer infectadas pelo sars-cov-2. Então essas pessoas que nós chamamos de resistentes ", afirma Carolina Prando, pós doutora em genética do sistema imunológico.

Os cientistas seguem em busca de outras respostas. "Qual a parte do sistema imunológico que seria importante pra conferir a resistência à infecção pelo sars-cov-2 e com isso a gente forma a base do conhecimento pro desenvolvimento de medicamentos contra a covid-19", afirma Prando.

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