Ucrânia afirma que russos estão atacando ambulâncias
Segundo vice-ministra da Ucrânia de Assuntos Estrangeiros, um bebê de 18 meses é a vítima mais nova

SBT News
"Acordamos de manhã com o som da explosão, fui até minha janela e vi fogo. Naquele momento entendi que a guerra tinha começado", disse Emine Dzhaparova, vice-ministra ucraniana de Relações Exteriores ao começar seu pronunciamento sobre a guerra na Ucrânia na manhã desta 4ª feira (2.mar), sétimo dia de guerra. Dzhaparova, que fez um discurso condenando a invasão russa ao seu país, informou que o exército da Rússia vem atacando ambulâncias e profissionais da saúde.
"Ontem a noite, uma anestesista de 39 anos foi assassinada na região de Kiev, tentando entrar no seu carro e salvar seu sobrinho. Russos têm atingido ambulâncias, atacado médicos e funcionários da saúde. Enquanto estamos falando aqui, forças armadas da Rússia atacam maternidades, jardins de infáncia, hispitais e orfanatos", disse.
Dzhaparova destacou ainda que durante os sete dias de guerra na Ucrânia, 352 pessoas e 16 crianças foram assassinadas, sendo a vítima mais nova, um bebê de 18 meses.
A vice-ministra de Relações Exteriores destacou que a Rússia deve ser considerada um Estado terrorista e genocida. "Kharkiv foi altamente bombardeada e dezenas civis foram atacados e feridos. Não há objetivos estratégicos, quando se atinge o centro de uma cidade. Pedimos medidas urgentes com base na Convenção de Prevenção de Crimes de Genocídio, a Rússia deve ser responsabilizada. Consideramos que o tema se tornou crucial para assegurar a responsabilização dos agressores e pedimos aos países que apoiem esse esforço e discutam o tema urgente. A Rússia faz genocídio com ataques aéreos, usando mísseis, tanques, grupos de sabotagens, estão atacando moradias de civis, pessoas passam dias e noites se escondendo dos ataques aéreos, bebês estão nascendo em bunkers", ressaltou.
Dzhaparova ainda afirmou que cerca de 700 mil ucranianos fugiram ou estão deslocados e há pessoas sem eletricidade e fornecimento de água. Sobre acusações de racismo durante a fuga de estudantes afrodescendentes do país, a representante da Ucrânia disse que não há registros destes episódios. "Cidadãos estrangeiros foram aconselhados a deixar o país. Não há nenhum tipo de discriminação por raça ou nacionalidade", destacou.
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